A
técnica da pirâmide invertida é fundamental no jornalismo escrito, pois trás
primeiramente o lead, e após o restante das informações organizadas em blocos
decrescentes de interesse. Essa técnica sofre contestações, ainda mais se usada
no webjornalismo, pois a web permite muito mais abrangência de conteúdos e
número de informações, descartando a condição de cortes e/ou resumos dos
jornalistas em suas postagens. Em contraponto, há uma dicotomia na avaliação da
funcionalidade da técnica de uma forma geral, pois avaliar prioridades de
interesse em um material divulgado pra um diversificado público e até mesmo em
diversificados idiomas, além de ser bem difícil, pode-se não chegar a um consenso
do que é mais importante para uns e para outros, levando em consideração toda
essa heterogeneidade do público global. Ao separar as informações em blocos
informativos ligados através de hiperligações, obtém-se uma independência em
cada bloco, tornando-o inteligível na sua
autonomia, ou seja, sua compreensão não depende dos
blocos
informativos anterior ou posterior. Pra isso contamos com dois tipos de
coerência: local e global.
A
coerência local refere-se à relação entre dois blocos informativos próximos,
podendo ser “intratextual” (regras de sintaxe e semântica de qualquer texto) ou
“intertextual” (coerência na forma como se ligam os blocos informativos lidos
sequencialmente).
A
coerência global refere-se à arquitetura da notícia, ou seja, à lógica que está
na base da organização dos vários blocos que compõem a notícia.