segunda-feira, 6 de abril de 2015

Técnicas de redação jornalística: o que muda com o hipertexto





A técnica da pirâmide invertida é fundamental no jornalismo escrito, pois trás primeiramente o lead, e após o restante das informações organizadas em blocos decrescentes de interesse. Essa técnica sofre contestações, ainda mais se usada no webjornalismo, pois a web permite muito mais abrangência de conteúdos e número de informações, descartando a condição de cortes e/ou resumos dos jornalistas em suas postagens. Em contraponto, há uma dicotomia na avaliação da funcionalidade da técnica de uma forma geral, pois avaliar prioridades de interesse em um material divulgado pra um diversificado público e até mesmo em diversificados idiomas, além de ser bem difícil, pode-se não chegar a um consenso do que é mais importante para uns e para outros, levando em consideração toda essa heterogeneidade do público global. Ao separar as informações em blocos informativos ligados através de hiperligações, obtém-se uma independência em cada bloco, tornando-o inteligível na sua autonomia, ou seja, sua compreensão não depende dos
blocos informativos anterior ou posterior. Pra isso contamos com dois tipos de coerência: local e global.
A coerência local refere-se à relação entre dois blocos informativos próximos, podendo ser “intratextual” (regras de sintaxe e semântica de qualquer texto) ou “intertextual” (coerência na forma como se ligam os blocos informativos lidos sequencialmente).
A coerência global refere-se à arquitetura da notícia, ou seja, à lógica que está na base da organização dos vários blocos que compõem a notícia.