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segunda-feira, 6 de abril de 2015

As etapas da interatividade seletiva



Existem quatro tipos de etapas na interatividade seletiva, que surgiram em meados dos anos 90, quando se desenvolveram os primeiros meios informativos na internet e nos sites. A primeira etapa consiste na utilização de opções de seleções mínimas, isto é, os sites copiam e colam parte dos conteúdos das matrizes, geralmente jornais impressos, e inserem indicações como “clique aqui” ou “veja o texto completo aqui”.
Em 1998 surge uma segunda etapa, quando os sites começam a avançar a aprimorar a utilização de bases de dados e a personalização de conteúdos. Os sites agora não se limitam apenas a copiar o conteúdo, mas sim produzir também, como por exemplo as publicações de notícias de última hora. Essa etapa é caracterizada por fatores importantes como a possibilidade de receber manchetes por correio eletrônico, ou como pastas para guardar artigos do site. Também é disponibilizado as estatísticas de visitas em cada notícia, e também uma espécie de ranking na página principal que mostra as notícias mais visitadas.
A terceira etapa, mais ou menos em 2004, é marcada pela incorporação de muitas inovações seletivas dos blogs. O hipertexto aos poucos vai se complexificando. No início os sites não simpatizavam muito com a técnica para evitar que os leitores saíssem do seu site, e adotava técnicas de “etiquetagem”, mais conhecidas como tags. Outros rankings se concretizam, como as notícias mais comentadas, as enviadas por correio eletrônico e também as mais compartilhadas nas redes sociais. São criadas também nuvens de acessos à outras notícias (ou notícias mais populares) de uma forma mais gráfica e visual. Nessa etapa é alterado também o layout da página: desaparecem as estruturas de desenho em “L” para dar lugar a um menu menos poluído visualmente , horizontal e na parte superior da tela.
A última etapa, concretizada mais ou menos em 2009, consiste basicamente na distribuição multiplataforma, isto é, outras formas de distribuir o conteúdo gerado pelo site. As páginas iniciais deixam de ser tão importantes e o site divide o conteúdo em outras pequenas formas de atrair o leitor: além do motor de pesquisa, o leitor é atraído também pelas redes como o Twitter ou o Facebook. Nessa etapa é evidente a extrema importância das redes sociais. O autor ainda afirma que “a navegação dos utilizadores depende cada vez menos de estruturas hipertextuais”. Nos últimos anos multiplicam-se os dispositivos que partilham o conteúdo. Além do antigo computador, agora existem computadores portáteis, dispositivos móveis e televisões inteligentes. A notícia torna-se mais prática e móvel.