Existem quatro tipos de etapas na interatividade seletiva,
que surgiram em meados dos anos 90, quando se desenvolveram os primeiros meios
informativos na internet e nos sites. A primeira etapa consiste na utilização
de opções de seleções mínimas, isto é, os sites copiam e colam parte dos
conteúdos das matrizes, geralmente jornais impressos, e inserem indicações como
“clique aqui” ou “veja o texto completo aqui”.
Em 1998 surge uma segunda etapa, quando os sites começam a
avançar a aprimorar a utilização de bases de dados e a personalização de
conteúdos. Os sites agora não se limitam apenas a copiar o conteúdo, mas sim
produzir também, como por exemplo as publicações de notícias de última hora.
Essa etapa é caracterizada por fatores importantes como a possibilidade de
receber manchetes por correio eletrônico, ou como pastas para guardar artigos
do site. Também é disponibilizado as estatísticas de visitas em cada notícia, e
também uma espécie de ranking na página principal que mostra as notícias mais
visitadas.
A terceira etapa, mais ou menos em 2004, é marcada pela incorporação de muitas inovações seletivas dos
blogs. O hipertexto aos poucos vai se complexificando. No início os sites não
simpatizavam muito com a técnica para evitar que os leitores saíssem do seu
site, e adotava técnicas de “etiquetagem”, mais conhecidas como tags. Outros
rankings se concretizam, como as notícias mais comentadas, as enviadas por
correio eletrônico e também as mais compartilhadas nas redes sociais. São
criadas também nuvens de acessos à outras notícias (ou notícias mais populares)
de uma forma mais gráfica e visual. Nessa etapa é alterado também o layout da
página: desaparecem as estruturas de desenho em “L” para dar lugar a um menu
menos poluído visualmente , horizontal e na parte superior da tela.
A última etapa, concretizada mais ou menos em 2009, consiste
basicamente na distribuição multiplataforma, isto é, outras formas de
distribuir o conteúdo gerado pelo site. As páginas iniciais deixam de ser tão
importantes e o site divide o conteúdo em outras pequenas formas de atrair o
leitor: além do motor de pesquisa, o leitor é atraído também pelas redes como o
Twitter ou o Facebook. Nessa etapa é evidente a extrema importância das redes
sociais. O autor ainda afirma que “a navegação dos utilizadores depende cada
vez menos de estruturas hipertextuais”. Nos últimos anos multiplicam-se os
dispositivos que partilham o conteúdo. Além do antigo computador, agora existem
computadores portáteis, dispositivos móveis e televisões inteligentes. A notícia
torna-se mais prática e móvel.