As técnicas de redação jornalística e a linguagem que se usa
na imprensa generalista visam facilitar o entendimento das informações para que
a mesma seja entendida de forma clara pelo chamado “leitor médio”. Já no caso
do jornalismo da web, além disso precisa-se de uma arquitetura noticiosa
adequada que guie o leitor.
Nos jornais, televisores e rádios por exemplo, para mudar de
canal, mudar de página, basta um simples gesto, já no caso do online, existem algumas regras, como o
fato de uma palavra sublinhada indicar uma hiperligação, mas por este ser um
meio muito mutável por causa de sua constante evolução, ainda não está estabilizado,
sendo ainda muito variável.
Sem regras o leitor pode sentir-se perdido, sem saber se
está no caminho correto, por isso, é importante que se estabeleça um conjunto
de regras, como se fosse uma gramática do hipertexto.
A primeira regra diz respeito a distribuição das
hiperligações ao longo do bloco informativo. Nela se recomenda que as
hiperligações sejam distribuídas homogeneamente ao longo do texto, para que com
isso funcionem como âncoras, impedindo assim que o leitor faça a chamada “leitura
diagonal”. Com as hiperligações grafadas em cores diferentes, o leitor acaba
fazendo paradas quando chega em uma. Por outro lado, concentrar muitas hiperligações
também não ajuda, pois se o leitor resolver abrir todas elas, isso tirará o
foco do texto principal.
A segunda regra diz que é bom indicar ao leitor o tipo de bloco informativo para o qual se direciona a hiperligação. Como por exemplo dizer se
é um outro texto, uma foto, um áudio, ou um vídeo, pois isso pode ajudar o
leitor a decidir de quer seguir ou não essa hiperligação, seja pelo seu
interesse, ou desinteresse, se a internet não suporta um vídeo, sabendo do que
se trata o conteúdo, o leitor pode tomar a decisão sem ter que clicar no
hipertexto. Para isso, uma ideia seria usar ícones para indicar o conteúdo,
facilitando assim a visualização do leitor.
A terceira regra fala sobre a colocação de hipertextos nas
frases. Os leitores tendem a clicar na hiperligação no momento em que as leem,
por isso é muito importante que se saiba exatamente onde coloca-las, pois se
colocadas no início de uma frase, ou parágrafo, isso pode fazer com que o
leitor após voltar ao texto, volte em outro bloco informativo, sem ter
entendido de forma clara o bloco anterior. Por isso é tão importante o local
onde se coloca a hiperligação, ainda mais se o bloco informativo do destino é
um outro texto.
Se a hiperligação for um complemento ao que foi escrito,
sugere-se que sua colocação seja feita ao final da frase, fazendo com que o
leitor só clique nela após ler todo o conteúdo.
Nos casos onde o bloco de destino seja um elemento
multimídia, a colocação da hiperligação não exige sua colocação no final da
frase. Em caso de fotos é até aconselhável que a visualização do bloco de
destino seja feita imediatamente para que auxilie o leitor a entender o que
texto.
A quarta regra faz uma relação entre a palavra onde se coloca
a hiperligação e o que está contido no bloco informativo de destino.
A falta de um ícone que diga o tipo de bloco de destino não deve impedir o leitor de
saber qual o tipo de conteúdo que está associado a essa hiperligação, por causa
disso que as palavras devem ter uma forte ligação com bloco de destino. Uma
foto sempre pode ser associada a pessoa da qual fala a notícia, ou sobre o local
do qual a notícia informa. Já o vídeo deve mostrar como determinado fato ocorreu,
os sons por sua vez devem trazer explicações ou até mesmo opiniões sobre o
ocorrido. Por sua vez os infográficos, mapas ou gráficos estão sempre
associados as situações onde se faz necessária a localização geográfica, remontagem
de um acontecimento, ou apresentação de dados, o que faz com que as
hiperligações possam aparecer associadas a todas as palavras.
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